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Presos postos em liberdade ameaçam segurança no fim de ano

Certas coisas são difíceis de acreditar e, mais ainda, de aceitar. A leniência com presos perigosos que deveriam estar pagando pena em regime fechado porque representam uma ameaça à sociedade é uma dessas questões que intrigam os brasileiros. As brechas e benefícios para soltar assaltantes e assassinos são inúmeras.

Aqui no Piauí, o próprio subcomandante da Polícia Militar no Piauí, Lindomar Castilho, não descarta a associação entre o aumento da criminalidade no último final de semana, que registrou cinco assassinatos, e a quantidade de presos que foi posta em liberdade por conta de alvarás de soltura e do indulto de Natal. Foram 60 alvarás e mais de 250 benefícios de indulto.

A população paga um preço alto por isso. Desprotegida, é a primeira vítima dos marginais que agem impiedosamente a qualquer hora do dia ou da noite. Os agentes públicos dizem que estão apenas cumprindo a lei. Mude-se a lei, pois. O povo brasileiro está exaurido e já não suporta mais tanta violência.

De fato, o código penal abre espaço para muitas saídas. E por que, mesmo depois de tanto tempo, não se vota uma proposta que altere o código? É mais fácil colocar os presos na rua outra vez porque as cadeias estão superlotadas e não há como abrigar todos os detentos. Como sempre, o problema é jogado nas costas da população indefesa, sempre a mais sacrificada.

Cinco assassinatos em um fim de semana natalino é uma estatística para ser pensada, analisada e tomada como ponto de partida para uma estratégia de mudança. Que 2017 seja um ano de paz!