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Mudanças no ninho tucano

O PSDB, partido que comanda a prefeitura de Teresina há mais de vinte anos, começa a se articular para voos que extrapolem os limites da capital, nem que para isso tenha que abrir mão de nomes expressivos do seu quadro, como o do ex-prefeito Sílvio Mendes.  O atual secretário municipal de saúde já está com as malas prontas para desembarcar no Partido Progressista, do senador Ciro Nogueira. Fala-se também na ida da primeira dama, Lucy Silveira, para o mesmo partido.

O partido dos tucanos já mostrou sua força política em Teresina, ganhando sucessivas eleições contra candidatos de diferentes partidos, mas nunca conseguiu o mesmo desempenho nas vezes em que tentou o governo do estado. Apesar de apresentar o modelo de administração da capital como vitrine, não obteve os votos necessários no interior.

Agora entendeu que precisa do apoio de um partido com votos e estrutura para chegar aos municípios do centro sul do Piauí. E, para isso, escolheu o Partido Progressista, que elegeu o maior número de prefeitos na eleição passada ( 40 ), consolidando-se como uma força expressiva no estado.

O PP, no entanto, tem sido apontado com frequência pelos delatores da operação Lava Jato. E  muita coisa ainda está por vir à tona com a delação de 77 executivos da construtora Odebrechet, que deveria ser homologada já agora em fevereiro, mas que deve demorar um pouco mais em função da morte do ministro Teori Zavascki. Sílvio Mendes sempre fez questão de dizer que não era político e de apresentar o histórico da sua vida pública como um atestado de honestidade, o que é verdade. Com a mudança para o PP, o ex-prefeito terá que procurar outro discurso, porque dá sinais de que a política realmente entrou no seu sangue.