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Guarda Municipal não é suficiente para proteger Teresina

A Guarda Municipal foi um dos temas mais discutidos nas últimas eleições municipais disputadas em Teresina. A cada nova campanha, o mesmo discurso da necessidade da criação de uma guarda dessa natureza vinha à tona, apontando a sua criação como indispensável para o estabelecimento da paz na capital.

Hoje, finalmente, depois de quase oito meses de nomeados, os agentes da nova guarda começam a atuar na cidade. Mas, longe de representar mais segurança e tranquilidade nas ruas, eles  apenas estarão dando satisfação a quem tanto cobrou sua presença. Primeiro: são apenas 100 profissionais diante de uma população de 840 mil habitantes.  Para que tivéssemos pelo menos um agente para cada mil habitantes, o atual número de guardas precisaria ser multiplicado por oito. Segundo: eles vão atuar somente em quatro logradouros públicos ( Parque Lagoas do Norte, Parque da Cidadania, Parentão e Centro Unificado de Esportes Norte e Sul).

As praças do centro da cidade, que sofrem a ação constante dos vândalos, continuarão desguarnecidas, bem como outros importantes espaços públicos frequentados pela comunidade, onde lixo e pichações contribuem para a sujeira e degradação.  A depredação do patrimônio público acontece acintosamente, em total desrespeito à cidade e à cidadania.  E a Guarda Municipal até poderia contribuir para evitar atos dessa natureza, mas com um contigente tão reduzido, dificilmente fará alguma diferença na vida de Teresina.