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O perigo de fazer justiça com as próprias mãos

Depois do assassinato do taxista Francisco Hélio da Costa Silva, no início da semana, mais um assalto praticado ontem à noite contra um motorista de táxi no bairro dos Noivos deixou a categoria revoltada e amedrontada. A atividade tornou-se bastante perigosa em razão dos frequentes assaltos, alguns seguidos de morte, sofridos pelos motoristas.

Para realizarem o trabalho e garantir o sustento da família, os motoristas de táxi circulam por toda a cidade, de manhã à noite, pegando passageiros aleatoriamente nas ruas.  E, evidentemente, não dá para saber só pela cara se a pessoa é, ou não, um bandido.  O risco sempre existe.

Não é de hoje que a categoria vem sendo vítima desse tipo de violência. Revoltados, muitas vezes, eles decidem fazer justiça com as próprias mãos, como aconteceu ontem à noite, quando os colegas do taxista assaltado conseguiram capturar os ladrões e os lincharam até a chegada da polícia, que acabou evitando um desfecho trágico.  É complicado trabalhar sem segurança e, mais complicado ainda, quando uma categoria profissional assume o papel de justiceira . Toda vez que isso acontece, fica evidente a negação do estado de direito.

Os taxistas convivem com o medo e a insegurança. Eles precisam de um mínimo de garantia para continuarem trabalhando e exercendo a profissão, mas não podem ser os responsáveis pela punição dos que os agridem, como se vivêssemos em uma terra totalmente desprovida de leis. A situação é grave e precisa ser encarada com a seriedade e a urgência que o caso exige.