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Carteirada de policial é abuso de farda

A Polícia Militar é paga com o dinheiro público para garantir a segurança da sociedade. É , ou deveria ser, um símbolo da moralidade, da integridade e da idoneidade. Infelizmente, porém, vez por outra, surgem alguns pontos fora da curva para manchar a reputação da corporação.

A prerrogativa de entrar armado em festas e shows pelo simples fato de ser policial acaba virando passaporte para as famosas “carteiradas”. Normalmente, os policiais que se valem desse artifício para ingressarem em festas  querem  apenas usufruir de momentos de lazer, sem ter que pagar pelo ingresso, como os demais participantes. Não se vê policial entrando espontaneamente em locais de diversão para proporcionar segurança. Esse trabalho, quando não é feito exclusivamente por seguranças privados, é solicitado oficialmente ao Comando Geral da PM.

Foi o que aconteceu sábado passado no baile pré-carnavalesco do Iate Clube. Um arroaceiro, com designação de policial militar, entrou no clube e, bêbado, provocou a maior confusão ao sacar uma arma de fogo, causando pavor entre os presentes e estragando a festa de quem foi apenas com o intuito de se divertir.

O policial foi identificado como sendo do Maranhão. Ele foi preso e encaminhado para o quartel de Timon. Mas o fato chama atenção porque não é caso isolado de má conduta de quem veste a farda. Em outras ocasiões, policiais foram flagrados comandando milícias que praticavam extorsão contra pessoas comuns, ou ainda realizando assaltos e comandando bandos de marginais.

Pessoas pagas para manter a ordem que se desviam da sua função e passam a agir do lado de quem deveriam combater devem ser punidas com a expulsão dos quadros da Polícia Militar. É inadmissível que agentes da lei comportem-se como marginais. A sociedade não tolera mais isso.