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Brasil não atinge meta da UNESCO para educação

O Brasil saiu mal na foto mais uma vez no quesito educação. Relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) , divulgado ontem, revela que dos 139 países que se comprometeram com a meta de reduzir em 50% o analfabetismo entre adultos até o ano de 2015, 100 não conseguiram atingir o objetivo, entre eles, o Brasil.

Até 2015, segundo dados da UNESCO, 758 milhões de adultos não sabiam ler ou escrever, mesmo frases elementares. E a relação entre essas pessoas e a pobreza é direta. Sem educação, não há como esperar desenvolvimento econômico e social, porque uma coisa está atrelada a outra. Basta olhar para a qualidade do ensino nos países que já subiram o degrau do chamado primeiro mundo.

O Brasil já registrou alguns avanços nas últimas décadas, como a universalização do ensino infantil, mas ainda precisa fazer uma longa caminhada até que todos os seus habitantes tenham um bom domínio da leitura, escrita e habilidade com as operações matemáticas, para elencar o mínimo. As escolas públicas até que existem em quantidade, o problema está na qualidade do ensino que é oferecido. Com professores despreparados e desmotivados, na maioria dos casos, é difícil imaginar um resultado positivo.

Programas de avaliação e premiação do mérito do magistério foram implantados, não sem muita resistência, em alguns lugares, inclusive em Teresina. É um bom caminho para começar a mudar a realidade de alunos que chegam ao final do ensino fundamental ou médio  com níveis baixíssimos de aprendizagem. Mas ainda há muita batalha pela frente. Ou o país assume a educação como prioridade absoluta, ou estaremos condenados a amargar o final da fila quando o assunto é progresso e bem estar social.