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Defasagem na correção da tabela do IR chega a 83%

Passadas as festas de carnaval, o brasileiro corre agora para ajustar as temidas contas com o Leão. Temidas porque o contribuinte já paga muito imposto no Brasil e, o que é pior, sabe que os tributos são mal aplicados, quando não desviados para o bolso de alguns espertalhões que se perpetuam  nos cargos públicos para obter vantagens pessoais.

É chegada a hora de juntar a papelada e, diante do computador, preencher o formulário da Receita Federal que vai resultar em mais uma mordida no bolso do trabalhador. A mordida torna-se maior ainda porque a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física não vem sendo feita, fazendo com que mais gente pague imposto.

Levantamento feito pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal – Sindifisco – mostra que a falta de correção da tabela pelos valores da inflação medida pelo IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor), resultou em uma defasagem média acumulada em 83%, desde 1996. É um índice muito, muito alto.

A Ordem dos Advogados do Brasil chegou a encaminhar ofício ao Presidente Michel Temer pedindo a correção integral da tabela de acordo com a inflação. A medida evita que contribuintes que deveriam estar na faixa de isenção passem a pagar impostos. O presidente da entidade, Cláudio Lamachia, argumenta que “o reajuste traz ainda como benefícios a desoneração da folha de pagamento e o estímulo à economia e ao mercado consumidor interno.”

Ainda assim, a Secretaria do Tesouro Nacional disse que só no fim de março essa questão será definida. Essa é a realidade brasileira: o governo gasta, muito e mal, e o povo paga a conta, alta e sofrida.