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As águas vão rolar

 

A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de suspender a análise do Tribunal de Contas  sobre o processo de licitação para contratação da empresa que irá operar o serviço de abastecimento de água e esgoto de Teresina libera o governo do estado para contratar a empresa Aegea, vencedora do certame. Os auditores e conselheiros do TCE não estão convencidos e consideram uma interferência do poder judiciário no processo de controle externo de contas. No entanto,  o Presidente do órgão, Conselheiro Olavo Rebelo, já adiantou que o TCE cumpriu seu papel e que irá acatar a decisão judicial. Na verdade, o conselheiro ainda nem foi notificado e, só quando isso acontecer, ele vai decidir se cabe, ou não, recurso.

O governo tem pressa. Alega que, com a concessão do serviço de água e esgoto, Teresina vai atingir a universalização do saneamento até o ano de 2031. Caso isso não ocorra, e o serviço dependa unicamente do poder público, esse prazo demoraria quase 50 anos. Tal qual o governo, a população também espera uma solução para que, finalmente, possa ter direito a um serviço básico que impacta diretamente na saúde e na qualidade de vida, já que a capital conta com apenas 18% de cobertura de esgoto e, ainda, hoje, falta água regularmente nas áreas mais altas da cidade.

Isso não quer dizer, contudo, que o processo deva ser aprovado a toque de caixa sem o devido rigor na análise dos dados. Afinal, as cifras envolvidas são milionárias e o dinheiro público deve ser meticulosamente auditado para que não haja qualquer desperdício ou questionamento posterior.