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Tornozeleira para quê?

O uso das tornozeleiras eletrônicas já foi tema de reportagem de capa da Revista Cidade Verde. Adotada, a princípio, como alternativa para quem supostamente comete delitos de menor gravidade, a tornozeleira acabou tornando-se um recurso para aliviar a superlotação dos presídios.

Acontece que, nos últimos meses, ela vem desmoralizando o aparelho de segurança pública do estado, já que virou rotina a prática de crimes por pessoas portando o equipamento na perna.  Frequentemente, o noticiário policial dá conta de um assalto ou assassinato cometido por alguém sob a “vigilância” do acessório. Foi assim com o rapaz que participou do crime contra o major Mayron Soares.

O presidente do Tribunal de Justiça , Desembargador Erivan Lopes, defende  o uso da tornozeleira . Difícil é convencer a população que vê seus amigos e parentes serem mortos por quem deveria estar afastado do convívio social pelo perigo que representa, com antecedentes criminais, como o rapaz que confessou a participação no assassinato no major.

A tornozeleira nem impede, tampouco intimida os marginais, que parecem fazer pouco ou nenhum caso do equipamento preso à perna. Na verdade, ela não passa de uma despesa a mais para o estado. Os responsáveis por sua adoção alegam que, com o equipamento, fica fácil localizar e prender o bandido. O que a sociedade quer é evitar que ele cometa o crime porque nada traz de volta a vida de um pai de família morto estupidamente por causa de um celular.