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Os desdobramentos da terceirização

                               

A aprovação do projeto que regulamenta a terceirização no serviço público e privado assanhou o país nas últimas horas. O governo defende o projeto como forma de aumentar a empregabilidade a partir da flexibilidade das relações trabalhistas. Mas os questionamentos são muitos , e muitos deles pertinentes.

O Ministério Público do Trabalho já manifestou preocupação com o que chama de “precarização” das condições de trabalho. Segundo dados colhidos pelo MPT, o número de acidentes de trabalho aumenta à medida que cresce o número de empregados terceirizados. Outro questionamento é com relação à desvalorização do concurso público, já que a contratação de empregados terceirizados sai mais barata, sem pesar na Lei de Responsabilidade Fiscal, outra dor de cabeça para os gestores públicos.

Há ainda o agravante de que, com a terceirização, é mais fácil indicar apadrinhados políticos, reduzindo as vagas que, de outra forma, seriam disputadas com chances iguais por todos que se inscrevem no concurso público. O problema é que o Brasil anda tão desacreditado que tudo que é aprovado em Brasília desperta logo a suspeita de que se trata de mais uma forma de prejudicar a população. E o pior é que essa suspeita tem justificadíssima razão de ser.