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Lava Jato cobra R$ 2,3 bi do PP

A força-tarefa da Operação Lava Jato ingressou ontem com a primeira ação de improbidade administrativa contra um partido político. O alvo foi o PP – Partido Progressista, que, segundo os procuradores, era um dos maiores beneficiários do esquema de propina que sangrou as finanças da Petrobrás.

O Ministério Público pede que o partido devolva a quantia de R$ 2,3 bilhões para ressarcir os cofres públicos.  Uma cifra astronômica, que dá a dimensão de quanto os políticos usaram a estatal para pilhagem de dinheiro. Só pelo que já foi devolvido até agora, mais o que ainda está sendo pedido, a Operação Lava Jato já justificou sua atuação. Nunca na história desse país se viu tanto dinheiro retornando ao Erário.

Ao atingir o partido, e não só os políticos que dele fazem parte, a Operação deixa mais uma lição pedagógica para o país. No Brasil, os partidos políticos não expressam qualquer ideologia. São apenas aglomerados humanos que se formam para ter força de barganha na indicação de cargos que possam lhe trazer retorno financeiro, como ficou mais do que provado com o mensalão, no passado, e agora, com o petrolâo. Os superlativos dos escândalos dão uma noção do tamanho do rombo promovido nas empresas brasileiras.

Enquanto a escolha de quem vai ocupar cargos estratégicos nas estatais for  feita por indicações políticas não se pode esperar eficiência ou honestidade na sua condução. É uma prática antiga de apadrinhamento que precisa acabar para que as empresas públicas possam funcionar como devem. Do contrário, só darão prejuízos e manchetes policiais,