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Barbárie de menores aterroriza a sociedade

O caso da garota grávida que sofreu um estupro coletivo após seu namorado ser assassinado é uma dessas chagas difíceis de esquecer. Soma-se ao caso de outro crime bárbaro, o de estupro ( também coletivo) , seguido de morte de uma delas, em Castelo. Em ambos, assim como em outros casos não menos macabros, chama a atenção a presença de menores entre os autores dos crimes.

Ancorados pela impunidade que a idade lhes garante, tem sido cada vez mais frequente a ocorrência de crimes de natureza cruel praticados por meninos que agem com a frieza de bandidos já experientes.

No caso da menina de Uruçuí, a que estava grávida, um dos autores já tem 30 ( TRINTA) passagens pela polícia. Solto, voltou a usar de violência para atentar contra a vida de inocentes. É claro que a utópica ressocialização que deveria existir nos centros de recolhimento de menores não está acontecendo. Longe disso. A impressão que se tem é que, a cada nova internação, esses adolescentes saem ainda mais revoltados.

Neste curto espaço não cabe uma análise aprofundada sobre todas as causas que empurram meninos para a delinquência. Seria simplista demais apontar apenas um ou dois motivos. A questão é bem mais complexa, mas nem por isso eles podem ser isentos de responsabilidade sobre o que fazem e a dor que causam nas suas vítimas.

O senso de responsabilidade sobre os próprios atos deve existir desde a infância, guardados os limites de cada idade, obviamente. O que não é mais possível é fechar os olhos para essa realidade incômoda que tem causado dor e sofrimento a tantas famílias. A impunidade não corrige, nem evita novos crimes. Basta!