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A vitória da tolerância com Macron

Dissipando os temores sobre a ameaça de uma avalanche ultradireitista avançar sobre a Europa, o jovem Emmanuel Macron, de 39 anos, foi eleito ontem presidente da França. Apesar de novo, ele já foi ministro da Fazenda no governo de François Hollande. É um sopro de esperança que chega na primavera europeia, depois da vitória de Donald Trump, nos Estados Unidos, e da saída da Inglaterra da zona do euro, o Brexit.

Macron derrotou Marine Le Pen, que fez campanha com o discurso de defesa de uma França nacionalista, livre de imigrantes, distante da globalização, voltada para si mesmo, na contramão da história. Ameaçava seguir o mesmo exemplo da Inglaterra e pedir o afastamento da zona do euro, voltando a adotar o franco, a antiga moeda francesa.

O jovem Macron apresentou-se como alternativa aos políticos tradicionais, embora já houvesse trabalhado como ministro, e prega uma França mais liberal, sensível à globalização, ao livre comércio e à abertura das fronteiras.

O mundo já sofre com muita intolerância, muros e divisões, estimulados por governantes que julgam-se superiores e não percebem que todos fazemos parte da mesma humanidade, embora nascidos com nacionalidades diferentes. Esse sentimento de raça superior foi que deu origem ao nazismo, com as consequências que todos conhecemos. Felizmente, a França, um país de ideias liberais e democráticas, não se rendeu ao populismo nacionalista que prega respostas fáceis e simplistas para problemas complexos. O sonho de igualdade, fraternidade e liberdade permanece vivo na alma dos franceses.