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Comissão volta a se reunir para analisar Reforma da Previdência

Depois da polêmica sessão da Comissão Especial da Câmara Federal para analisar a reforma da previdência, os deputados que integram a dita comissão voltam a se reunir hoje para concluir o trabalho que foi interrompido na semana passada, após a invasão dos agentes penitenciários, que não se conformaram em ficar de fora do regime especial.

Hoje, os parlamentares vão apreciar dez destaques apresentados pela oposição ao relatório do deputado Arthur Maia ( PPS-BA), sugerindo mudanças no parecer. Para evitar novos confrontos que comprometam o andamento da sessão, a direção da Câmara já avisou que o acesso ao prédio será restrito.

O governo se empenha de todas as maneiras para aprovar a reforma porque entende que, sem  ela, a Previdência irá quebrar de vez, podendo deixar de pagar os benefícios em um futuro próximo.

Há muitos pontos de mudança e, e como sempre acontece com mudanças, as reações são inúmeras. Algumas pertinentes; outras, nem tanto.  Antes, a idade média de aposentadoria do brasileiro, segundo o INSS, era de 58 anos. Pelas novas regras, o trabalhador  do sexo masculino terá que completar 65 anos de idade para se aposentar. No caso das mulheres, a idade mínima é de 62 anos. Mas para ter direito ao benefício integral são necessários 40 anos de contribuição.

A idade mínima para aposentadoria cai um pouco quando se trata de trabalhadores rurais. Neste caso, vale a regra de 60 anos para homens e 57, para mulheres. Há várias outras alterações, mas de uma maneira geral, a maior reclamação incide sobre o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição.  Contudo, a levar em conta o esforço do governo para aprovar essa matéria, acredita-se que ela acabe passando pelo plenário, seguindo depois para o Senado. Resta saber a que custo, ou seja, o que o governo está liberando e quanto está gastando para aprovar a reforma. Afinal, é assim que funciona o Congresso: um eterno toma lá, dá cá. Para o contribuinte, de quem tudo é tirado compulsoriamente, só cabe a parte do “tomar”.