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STF precisa agir com suprema rapidez

Esta, definitivamente, será uma sexta-feira atípica em Brasília, quando normalmente a cidade é tomada por uma calmaria após a debandada de políticos rumo aos seus estados de origem e o Congresso fica em completo silêncio. Desta vez, mesmo sem sessão na Câmara e no Senado, o silêncio que se faz ali é ensurdecedor porque guarda todas as preocupações, conchavos, tramas e projeções para o destino político da República.

Ainda há muita indefinição quanto ao futuro próximo. O Presidente Michel Temer e seus aliados ( cada vez mais reduzidos) resistem tanto quanto podem a deixar o comando do país. Temer disse sentir-se aliviado após ouvir o áudio das gravações da conversa que teve com o empresário Joesley Batista. De fato, o trecho mais explorado até então não era exatamente o  que parecia ser a princípio. O comentário dito pelo Presidente de que “tem que manter isso aí”, foi em resposta à frase “ Eu tou  de bem com o Eduardo.”

Mas isso não basta para deixar o Presidente em situação confortável, uma vez que ele vem perdendo apoio no Congresso, um dos seus principais trunfos até agora, responsável pela aprovação das medidas que vinham dando resultados positivos na economia. Sem a agenda das reformas, o mandato de Temer fica esvaziado, como avaliou o deputado federal Marcelo Castro (PMDB).

A solução para a crise não pode demorar. A Justiça tem que abrir o sigilo do inquérito que corre contra o Presidente e acelerar logo o processo para deixar tudo claro e fazer o país andar novamente. O Brasil estava iniciando o processo de decolagem, quando teve que abortar o voo abruptamente, mas os passageiros têm pressa e não podem ficar mais muito tempo parados em solo esperando o comando do piloto. A vida precisa ser tocada, há milhões de brasileiros esperando um pouso seguro de volta ao mercado de trabalho, com estabilidade econômica, inflação controlada e juros baixos. A extensão da crise pode até interessar a alguns partidos políticos, mas para a nação só traz prejuízos.