Cidadeverde.com

Joesley revive cena de Vale Tudo

O Supremo Tribunal Federal deve avaliar na próxima semana os termos do acordo de delação premiada dos irmãos Batista, proprietários da JBS. Nunca antes na história da Lava Jato, um delator denunciado por crimes de corrupção havia sido tão generosamente beneficiado como  foram os reis do gado. Apesar de terem se locupletado à custa  do BNDES e dos fundos de pensão da Caixa Econômica e da Petrobrás, de comprarem juízes e um promotor, sem falar na grande quantidade de políticos, incluindo o Presidente da República, os Batista saíram ilesos e impunes para viver nababescamente nos Estados Unidos, com o dinheiro dos brasileiros.

É bom lembrar que, mesmo sendo tão bem aquinhoado com o Banco de Desenvolvimento do Brasil, é nos Estados Unidos que estão concentradas 70% das suas atividades empresariais. Em Nova York, Joesley é proprietário de um apartamento luxuoso, avaliado em R$ 52 milhões. Ao mudar-se para lá, depois da declaração bombástica da semana passada, Joesley levou junto o iate, símbolo da boa vida que aprendeu a desfrutar aqui no Brasil.

Por conta disso, os questionamentos quanto aos termos do seu acordo foram inevitáveis e ficaram cada vez mais consistentes. Para completar, o jornalista Jorge Bastos Moreno revelou que o Ministro Edson Fachin contou com o apoio da JBS para chegar ao Supremo Tribunal Federal. Uma revelação bastante constrangedora, depois de tudo que veio à tona.

Certo é que agora o Supremo terá a oportunidade de rever essa concessão pra lá de benevolente que foi concedida aos empresários, livres de qualquer punição, permitindo que eles deixassem o Brasil como o personagem Marco Aurélio, interpretado por Reginaldo Farias, na cena final da novela Vale Tudo. Alguém lembra?