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Um crime que não pode ser esquecido

No último fim de semana completaram dois anos do estupro coletivo de Castelo, município localizado a 198km de Teresina. Um episódio deplorável, que não pode ser esquecido da memória dos piauienses, até porque, de lá para cá, crimes semelhantes continuam acontecendo com uma frequência espantosa.

Para quem não lembra do fato, quatro garotas estavam tirando fotos em um morro da cidade, local de onde se pode obter um belo cenário para captar imagem, quando foram abordadas por quatro adolescentes que as machucaram, abusaram  sexualmente das garotas e, suprema maldade, ainda arremessaram uma delas de um penhasco de 10 m de altura.

Dias depois, uma das garotas morreu. As outras ficaram com graves sequelas psicológicas. O homem apontado como autor do crime, Adão José Silva Sousa, 43 anos, está preso há 24 meses, embora negue a sua participação. Daqui a pouco, terá que ser posto em liberdade por decurso de prazo.

Três dos menores cumprem medida socioeducativa no Centro Educacional do Menor. O quarto foi assassinado pelos colegas dentro de um alojamento no próprio CEM, o que, por si só, já diz tudo sobre a segurança e ressocialização do local onde se encontram. A barbárie que chocou o Piauí, no entanto, não ficou restrita a esse caso. Outros se sucederam, com igual violência.

Portanto, relembrar esse triste episódio é cobrar ação mais efetiva no cumprimento da pena dos autores de crimes hediondos como esses. É inadmissível, sob todos os aspectos, que estupros coletivos ainda aconteçam na sociedade moderna, onde tanto se defende o direito e o respeito às mulheres.