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Um dia de cão

Teresina viveu um dia atípico ontem, com uma sequência de atos violentos que trouxeram dor e pânico à população. Logo de manhã, a cidade foi acordada com a notícia de que um tenente do 2° Batalhão de Engenharia de Construção havia assassinado a namorada e ferido duas amigas dela por motivos de ciúme. Um crime estúpido por  motivo banal, cometido por alguém que deveria ser preparado para lidar com armas e segurança.

Mais tarde, dois assassinatos cometidos friamente na zona leste da capital após os bandidos roubarem os  celulares das vítimas. O primeiro foi próximo à Avenida Dom Severino e o segundo, na Avenida Pedro Freitas.

Por fim, um tiroteio promovido por grupos rivais que disputam o tráfico de drogas resultou na morte de três homens no povoado Soinho, na zona rural de Teresina. Parecem cenas de uma cidade em guerra. Estamos perdendo vidas em quantidades semelhantes à de áreas de conflito. E por mais que a comparação pareça assustadora, estamos vivendo uma guerra, sim. Uma guerra sem ideologia. As balas que estão tirando a vida dos teresinenses são fruto de uma violência desmedida que parece não encontrar barreira para impedi-la.

A população segue completamente desprotegida, com medo de sair de casa, de entrar no carro, de chegar ao trabalho ou de realizar qualquer atividade rotineira. Basta andar na rua para tornar-se provável vítima  e engrossar as estatísticas policiais que não param de crescer. Ou o Estado toma a segurança como prioridade absoluta e proporciona condições para que seja assegurado o direito de ir e vir dos cidadãos ou faltarão vagas nos cemitérios para enterrar tantos cadáveres.