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Diminui o ritmo de queda na construção civil

O setor da construção civil é emblemático para medir a temperatura da atividade econômica no país. Por ele, tem- se uma noção do humor do mercado e da disposição dos empresários para investirem no país. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI- nos doze primeiros dias do mês de junho revela que diminuiu o ritmo de queda na construção civil.

O indicador da atividade no setor alcançou 44,1 pontos, enquanto que o de empregados ficou em 42,7. Ainda são índices muito baixos, uma vez que números abaixo de 50 indicam queda na atividade. O que aconteceu é que essa queda vem ocorrendo em um ritmo mais lento. No acumulado do ano, ainda segundo a CNI, o nível de atividade aumentou 6,2; e o de empregos, 6,7.  Repito: ainda é muito baixo, mas não deixa de ser um sinal de que há espaço para crescimento, desde que a crise política, que não para de surpreender, não venha a atrapalhar a agenda para pôr as reformas necessárias na pauta de votação.

Esta semana, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o texto do relator para a Reforma  Trabalhista, uma das mais esperadas pelo setor produtivo. A reforma segue agora para o plenário do Senado, onde deve ser votada ainda na primeira quinzena de julho, antes de seguir para a sanção presidencial.

Se os parlamentares não se deixarem contaminar pelo ambiente político, fazendo da votação da reforma instrumento de chantagem, será um passo importante para acenar com um mínimo de encorajamento aos empresários. O Brasil está de olho em Brasília. Já perdemos muito tempo com disputas políticas de toda natureza. Agora, é hora de olhar para o Brasil real, aquele que acorda cedo todos os dias para ir ao trabalho ou em busca dele.