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Tiroteio em frente ao hospital do Promorar faz três vítimas

A violência em Teresina tem sido tema recorrente neste espaço. E não tem como ser diferente, já que a cada dia ela se torna mais acintosa, invadindo espaços inimagináveis. Não é mais apenas nas vias públicas que o teresinense está ameaçado de ser vítima de algum crime, como roubo, latrocínio ou seqüestro relâmpago. Até mesmo em locais oficiais, os bandidos estão fazendo a festa, confiados na impunidade a que estão acostumados.

As escolas públicas tornaram-se alvo dos bandidos, que perderam qualquer noção de respeito pelo espaço onde, possivelmente, os próprios filhos ou sobrinhos deles poderiam estar estudando. O Secretário de Educação de Teresina, Kléber Montezuma, já levantou os muros da escolas, pediu providências à Polícia Militar e não tem mais a quem recorrer.

Ontem à noite, um tiroteio atingiu o hospital do Promorar, na zona sul da cidade, ferindo três pessoas e atingindo uma sala da maternidade. Em menos de um mês, este é o segundo caso de violência próximo aos hospitais do município.

É o limite! Como conviver em uma cidade onde não é possível sequer deixar o filho na escola e ir trabalhar tranquilo? Ou, em um momento dor, procurar assistência médica em um hospital sem se preocupar se vai ser atingido por um tiro? Estamos nos assemelhando à realidade do Rio de Janeiro e não podemos aceitar isso como consequência inevitável do crescimento urbano, ou nos vangloriarmos de estar em melhor condição que os lugares mais violentos. Precisamos dar um basta na violência. Não dá mais pra fingir que está tudo normal.