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O país não suporta mais impostos

O Ministro da Fazenda, Henrique Meireles, fez uma afirmação preocupante, ontem.  Ele disse que não descarta a possibilidade de novos aumentos de impostos, caso necessário. A sociedade ainda nem absorveu o último aumento no preço dos combustíveis e já está com a espada voltada para o pescoço, ou melhor,  para o bolso do distinto contribuinte.

E não absorveu por uma simples razão. A população brasileira assiste diariamente a uma sangria de recursos públicos para comprar os votos de deputados . A política, ou politicagem, está sempre à frente dos interesses do país. Só agora, começamos lentamente a nos recuperar da pior recessão que já atingiu o Brasil. Os empregos, no entanto, ainda demorarão um pouco mais para serem recuperados.

O setor empresarial já levantou a voz e botou o pato nas ruas, simbolizando o protesto contra o aumento da carga tributária em um país já conhecido por cobrar muito e entregar pouco. O que incomoda a nação é que, quando as contas apertam para o governo, a solução mais simples é sempre a de aumentar impostos, quando deveria ser a de corte consistente das despesas. Mas como cortar despesas em meio a um loteamento de cargos e benesses para agradar uma bancada cada vez mais volúvel?

Essa incoerência entre o discurso que pede a compreensão para um sacrifício de mais arrocho e a distribuição frouxa de verbas é o ponto que dificulta a aceitação de novos aumentos, como adiantou o ministro.  Diminuir o tamanho da máquina e torná-la mais eficiente, combatendo o desperdício, é o caminho mais lógico para o equilíbrio das contas.