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Mortes evitáveis

O Piauí vai encerrando as férias de julho com um saldo muito trágico de acidentes nas rodovias. Só ontem, foram três, com duas vítimas fatais. Um na BR- 020, próximo ao município de São João, que tirou a vida do servidor público Daniel Moura Fé; outros dois na BR- 135, também conhecida como rodovia da morte. Em um deles morreu um jovem motociclista.

Do início do ano até ontem, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou 139 mortes nas rodovias federais, o que corresponde a um aumento de 52% comparado ao mesmo período do ano passado. É um número absurdamente alto, que alerta para o perigo em que se transformaram nossas estradas, seja pela precariedade das suas condições, seja pela imprudência dos motoristas que nelas trafegam.

Algumas, como a BR-135 são reconhecidamente ruins, por apresentarem uma pista estreita, com buracos, sem acostamento em alguns trechos, e com desnível de até 30 cm entre a pista e o acostamento, quando este existe. Não por acaso, ela é a recordista de acidentes.

O problema da falta de segurança nas estradas deve chamar a atenção tanto das autoridades públicas quanto dos motoristas que viajam de carro. Os piauienses precisam cobrar e exigir estradas em bom estado de conservação, porque pagam impostos altíssimos justamente para isso. Não se pode imaginar que uma estrada de boa qualidade seja presente de governo. Não é. Trata-se apenas da devolução da pesada carga tributária cobrada dos contribuintes. Da mesma forma, a fiscalização deve ser rigorosa com os condutores para que respeitem os limites de velocidade e a sinalização ( quando há) das rodovias. O que não pode continuar acontecendo é o crescimento do número de acidentes, com mortes que poderiam ser evitadas.