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Venezuela se isola ainda mais da comunidade internacional

 A Venezuela segue sua trajetória autoritária para tentar perpetuar o presidente Nicolás Maduro no poder, consolidando a ditadura bolivariana que inspira alguns políticos do lado de cá, como assumiu declaradamente a senadora Gleisi Hoffmann (PT).

O domingo de votação da Assembleia Constituinte convocada por Maduro para formar um parlamento que amplie ainda mais os seus poderes foi marcado por dez mortes, segundo o Ministério Público daquele país, e 64 prisões. Uma amostra do nível de violência que tomou conta da Venezuela.

O horário de votação foi prorrogado além do previsto e, ainda assim, a participação, segundo informações oficiais, foi de menos da metade da população. Apenas 41,53% dos eleitores comparecerem às urnas. Os protestos foram constantes e devem continuar até hoje, dia previsto para a instalação da Constituinte, vista pela oposição como mais um golpe de Maduro.

A comunidade internacional, incluindo o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos, por exemplo, já se anteciparam em comunicar que não reconhecem o resultado da votação de ontem. Com isso, cada vez mais, a Venezuela vai se isolando do resto do mundo, em uma ditadura que massacra e persegue e, pior, não consegue oferecer o mínimo necessário à população. O desabastecimento no país chega a ser preocupante, pessoas perambulam pelas ruas à procura de alimentos, trabalho, esperança. Muitas estão tentando a sorte no Brasil. Triste destino do nosso vizinho, que não pode servir de exemplo para ninguém, muito menos para nós.