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Combate às queimadas

Entramos em agosto, o mês de aniversário de Teresina. É tempo de florada nos ipês, que deixam a cidade mais bonita, e de várias homenagens prestadas por conta do dia 16, data da sua fundação por Conselheiro Saraiva. Mas o mesmo tempo que propicia o espetáculo colorido dos ipês também começa a apresentar seus efeitos desagradáveis, com temperaturas mais elevadas e o clima seco. É justamente essa secura que nos preocupa.

É impossível hoje, mesmo aos mais incrédulos, negar as evidências do aquecimento global com suas consequências indesejáveis para o planeta. Aqui na capital piauiense, a proximidade com a Linha do Equador faz o clima tornar-se ainda mais quente. Por isso, é responsabilidade de todos e de cada um dos cidadãos teresinenses contribuir para tentar amenizar os efeitos climáticos que tantos danos causam à nossa saúde. É época de desidratação, de problemas na árvore respiratória e de alergias que deixam os consultórios médicos lotados.

A situação se agrava por conta de uma prática antiga e muito comum por essas bandas, que é a de tocar fogo em terrenos, seja para queimar o lixo ou para limpar a área para o roçado. Qualquer que seja o motivo, é completamente absurdo atear fogo em uma terra quente e seca. Primeiro, pelas questões de saúde mencionadas acima; segundo, porque é um pretexto para iniciar um incêndio que pode fugir ao controle e comprometer a nossa já frágil cobertura vegetal.

Precisamos ficar alertas e evitar qualquer fagulha, mesmo a de uma bagana de cigarro jogada no chão. O Corpo de Bombeiros já alertou que até mesmo um caco de vidro jogado num terreno baldio pode precipitar o fogo. Portanto, devemos ter cuidado redobrado para não piorar ainda mais a nossa condição climática. Se queremos festejar o aniversário da nossa cidade, devemos cuidar bem do seu espaço urbano, que é a casa comum de todos nós.