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O Dia T

Atenção voltada para o plenário da Câmara nesta quarta-feira, quando será selado o destino do Presidente Michel Temer. Os deputados votam hoje o pedido de admissibilidade da denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República contra o Presidente por corrupção passiva. Para aprová-lo são necessários  342 votos, o que corresponde a dois terços da Câmara. Pelas contas do governo, o Planalto conta com 257 votos a seu favor, o que lhe garantiria vitória neste caso. Digo “neste”,  porque a PGR já apronta uma segunda denúncia, o que levaria a uma nova batalha política.

O grande problema é que, além do desgaste da figura do presidente, que o enfraquece para conduzir votações importantes e necessárias ao país, há ainda o custo financeiro para garantir-lhe a sobrevivência no cargo. Dizer que o parlamento tornou-se um balcão de negócios é até redundância. Os acordos e votações naquela Casa, salvo raríssimas exceções, são movidos a dinheiro. O suado dinheiro que sai do bolso dos contribuintes.

Para fechar a conta que assegura a rejeição ao pedido da PGR, o governo abriu os cofres com uma sangria de dinheiro para emendas parlamentares que, somadas, chegam a R$ 2 bilhões só nas três primeiras semanas de julho, segundo o site Contas Abertas. E o equilíbrio fiscal, apontado como uma das metas de Temer, assim que vestiu a faixa presidencial?

O governo tem fechado as torneiras para investimentos essenciais ao país, assim como vem pedindo constantes sacrifícios à população, como o aumento de impostos. Mas como os brasileiros podem sacrificar-se ainda mais enquanto assistem à farra de verbas para comprar parlamentares oportunistas? Melhor mesmo é encerrar logo essa questão, de um jeito ou de outro, porque se o país tiver que passar por outra prova dessa, vai ficar ainda mais difícil por as contas em ordem.