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Hora de retomar a agenda reformista

Virada a página da votação da primeira denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, o Planalto se esforça agora para retomar a agenda de reformas programadas para este ano. É aí que o governo pretende se firmar e ganhar força, pelo menos junto ao mercado.

A muito custo e protestos da oposição, o Presidente viu aprovada a reforma trabalhista, que permite a flexibilização das leis trabalhistas para recuperar os empregos perdidos ao longo da crise que se estende desde 2015. Mas ainda há duas reformas na fila, aguardando um pouco mais de calmaria no mundo político para serem postas em votação: as reformas tributária e da previdência.

O país precisa mesmo dessas duas reformas, que são impopulares, porém indispensáveis para que o país volte a crescer.  O déficit da previdência está insustentável e o país já não suporta mais arcar com esse ônus. A cada ano, aumenta o número de idosos que dependem da previdência para sobreviver. A população está envelhecendo e o número de jovens e adultos que contribuem para a previdência não está acompanhando este ritmo.

Apesar de o governo só ter obtido 263 votos na quarta–feira,  número inferior aos 308 necessários para aprovar a reforma da previdência, o presidente está confiante de que irá conseguir os votos necessários, porque muitos dos que votaram contra o parecer da CCJ, no caso da aceitação da denúncia, são favoráveis à reforma, aí incluída a bancada do PSDB, por exemplo.

É o que a Nação espera. Já perdemos muito tempo com discussões políticas fisiológicas, voltadas para o eterno toma-lá-dá-cá que costuma cercar o Congresso. É hora de um pouco de luz sobre aquela Casa para que seus ocupantes comecem a trabalhar efetivamente pelo país.