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O tráfico de drogas se moderniza e desafia a lei

Quando o tráfico de drogas se sofistica ao ponto de implantar cartão de crédito para receber o pagamento do crack e da cocaína, revela-se a falência do Estado em manter a ordem e a segurança da sua população. De tão certos que estão da sua tranquilidade para praticar o crime do tráfico, os bandidos não se preocupam mais em camuflar as transações. Agem livremente como se exercessem um comércio qualquer de mercadorias.

É verdade que a polícia tem se esforçado um bocado para conter a criminalidade, mas esta última está sempre avançando em velocidade maior que a primeira.  E tudo motivado pela ganância de obter dinheiro fácil, aliada à certeza da impunidade que costuma reinar entre os que praticam atos ilícitos.

As drogas são portas abertas para todo tipo de criminalidade: roubo, assaltos, assassinatos, sequestros, contrabando de armas e prostituição. O combate ao tráfico, portanto, deve ser prioridade, porque além de alimentar uma sequência de crimes, instaurando a violência e o consequente medo na população, ainda cria dependentes químicos que destroem suas vidas e a de suas famílias com um problema tão grave quanto este.

A ação dos traficantes não pode se sobrepor à ação do Estado para combatê-los, no entanto, eles estão a desafiar a lei e as autoridades constituídas constantemente. O trabalho  de apreensão feito  pelo 5° Batalhão da Polícia Militar na zona leste, onde foi encontrada a máquina de cartão de crédito, não pode ser desmanchado com a colocação dos culpados em liberdade dentro de pouco tempo, como vem ocorrendo. Quem pratica crime dessa natureza precisa cumprir a pena integralmente. Ou os bandidos passam a temer a lei ou nós, cidadãos, continuaremos a temer os bandidos que agem de forma cada vez mais ousada e abusada.