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Dada a largada para a privatização da Eletrobrás

O Estado brasileiro já se mostrou ineficiente para gerir boa parte dos serviços que são prestados hoje de forma precária, a exemplo do fornecimento de energia elétrica. Com uma máquina menor, mais enxuta, e concentrada nos serviços essenciais, como saúde, educação e segurança, por exemplo, talvez possamos ter mais qualidade naquilo que cabe ao governo oferecer à população.

Ontem, o Ministério das Minas e Energia anunciou a intenção da venda de ações da União na Eletrobrás, hoje concentrada em  40,99% do bolo acionário. A ideia é reduzir a participação do governo, mantendo, contudo, a garantia do poder de veto em decisões estratégicas. O valor dos papeis tende a crescer com a expectativa da privatização da empresa e, com isso, o Planalto espera arrecadar cerca de R$ 20 a R$ 30 bilhões, o que reforçaria o caixa em um ano de déficit fiscal estimado em R$ 159 bilhões.

Durante muito tempo, defendeu-se a importância das estatais, vistas como um símbolo do patrimônio nacional, uma imagem bem ufanista cultuada no passado. No entanto, as demandas atuais pedem empresas ágeis, modernas e eficientes, atributos que, infelizmente, nossas estatais não conseguem atender.

O fornecimento de energia elétrica no país é ruim, especialmente aqui no Piauí, onde a falta e a oscilação levam constantemente a perdas de eletrodomésticos, sem falar nos prejuízos incalculáveis para as indústrias. Mesmo os empresários de pequeno porte se empenham em comprar um gerador, tão logo montam um negócio, para assegurar que não falte energia em seus estabelecimentos.

A abertura do capital da Eletrobrás na bolsa de valores, a exemplo do que aconteceu com a Vale e a Embraer, pode ser o início do processo de privatização necessário para o bom desempenho da empresa que, hoje, dificulta, muito mais do que ajuda, a vida da população. Em nota, o Ministério das Minas e Energia tratou de acalmar os ânimos com relação à preocupação sobre possíveis aumentos na tarifa de energia. ”Não há espaço para elevação de tarifas nem para aumento de encargos setoriais. Não é mais possível transferir os problemas para a população. A saída está em buscar recursos no mercado de capitais atraindo novos investidores e novos sócios.’ Que assim seja!