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Mais aperto na fiscalização das obras públicas

Em um momento emblemático para a vida do país, quando em uma ação de proporções jamais vista na história do Brasil, investigam-se e punem-se desvios de recursos públicos, o Tribunal de Contas do Estado dá um passo importante para aprimorar a fiscalização do dinheiro do contribuinte empregado em obras realizadas no Piauí.

Entendeu a Corte de Contas que não basta analisar as notas fiscais que chegam junto com as prestações de contas, muitas vezes montadas em uma fantasiosa contabilidade, para tentar ludibriar os auditores que as analisam em uma sala fechada, distante da realidade dos municípios onde as gestões acontecem de fato.

O então presidente do TCE-PI, Conselheiro Luciano Nunes, decidiu adquirir um caminhão laboratório, inaugurado ontem, que vai permitir maior precisão na fiscalização in loco das obras públicas, avaliando, assim, não apenas as letras frias, ou melhor dizendo, os números frios das prestações de contas, mas a qualidade do serviço executado com o dinheiro público.

O caminhão, considerado como o que há de mais moderno no país, é dotado de 98 itens , como drone, aparelho de topografia, processamento de dados e análise de solo,que ajudarão os engenheiros da Corte a avaliarem a qualidade da construção de rodovias, prédios e pontes, medindo, entre outras coisas, a resistência do concreto, a composição do material empregado na obra e a espessura das camadas.

Pode ser o fim dos serviços mal feitos, que se desmancham pouco tempo depois, como as famosas estradas “sonrisal”, que não resistem à uma chuva mais forte, ou as obras que apresentam rachaduras abissais, logo depois das festas de inauguração, com direito a fogos, fotos e discursos.

O aperto na fiscalização vai exigir que obras feitas com o dinheiro público sejam bem construídas, resistentes e com a qualidade que o distinto público pagante - os contribuintes -merecem.