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O que pode mudar na política piauiense com as gravações da JBS

Os últimos acontecimentos envolvendo as delações da Lava Jato repercutem não só em Brasília, mas aqui também no Piauí. O PP é hoje um partido de grande expressão no estado, graças ao crescimento capilar que obteve nas últimas eleições e ao empenho pessoal do seu presidente, senador Ciro Nogueira, em obter recursos para serem aplicados por aqui. Assim é que Ciro tem conseguido manter boas relações tanto com o PT, como com o PSDB, de onde atraiu três nomes de peso este ano: o da primeira dama, Lucy Soares; do presidente da FMS, Sílvio Mendes; e do secretário municipal de planejamento, Washington Bonfim.

Ciro, como se viu, foi citado de forma comprometedora no áudio gravado inadvertidamente pelo empresário Joesley Batista e seu diretor Ricardo Saud. Ainda não há qualquer prova formal contra o senador, a não ser a conversa entre os dois executivos da JBS. Mas a imagem do partido, por si só, já fica arranhada.

O PP briga para continuar ocupando a cadeira de vice-governador na chapa majoritária encabeçada pelo governador Wellington Dias, até agora o franco favorito para vencer a eleição de 2018. Lucy Silveira se articula para disputar uma vaga no Legislativo, estadual ou federal. Teria o partido a mesma força de antes para pleitear manter e, até mesmo, aumentar a sua bancada?

Só os desdobramentos dos próximos dias dirão o que pode acontecer daqui pra frente. Como as conversas rumo às eleições do próximo ano já estão adiantadas por aqui, até lá, os outros partidos vão fazer de tudo para tentar ocupar os espaços do PP, uma vez que não existe vazio no campo político.