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Improviso no sistema prisional

Uma série de desencontros e atropelos registrados desde o final da semana passada contribuiu para tumultuar ainda mais a já delicada situação do sistema prisional do Piauí. A confusão começou ainda no final da semana passada quando os agentes penitenciários, em greve, decidiram deixar de receber presos na Central de Flagrantes, alegando superlotação da casa, o que era verdade.

Para tentar dar uma solução imediata, a Secretaria de Justiça decidiu, atabalhoadamente, transferir os presos para o presídio de Campo Maior, que ainda nem havia sido inaugurado. Rapidamente, a Defensoria Pública mobilizou-se para fazer uma inspeção no local e constatou que lá não havia condições de receber os presos.

TRANSFERÊNCIA

Diante do laudo da Defensoria, a Sejus decidiu, então, transferir os detentos para a penitenciária de Altos. Nova movimentação para mudar os presos de lugar, operação que sempre oferece risco de fuga e atos de violência.  A determinação de levar os presos para o recém-construído presídio de Campo Maior provou ter sido um ato precipitado e sem planejamento, apenas para dar uma satisfação à sociedade.

 

MUDANÇA DE NOME

Por fim, depois de devolver os presos que havia recebido horas antes, o novo presídio de Campo Maior perdeu também o nome original que lhe havia sido atribuído. Os críticos de plantão não perdoaram a escolha do nome do prêmio Nobel da Paz, Nélson Mandela, para batizar uma penitenciária. Justo Mandela, que sofreu tantos anos, injustamente, confinado em um presídio. Outra vez, o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, voltou atrás e logo tratou de postar um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas e solicitando a sugestão de um nome que possa ser atribuído ao presídio localizado na terra dos carnaubais. Menos improviso e mais planejamento, por favor!