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Escravidão atinge 40 milhões de pessoas no mundo

Um dado desolador revelado ontem pela Organização das Nações Unidas – ONU - , juntamente com a Organização Internacional do Trabalho - OIT – mostra que a escravidão ainda está longe de ser uma mancha do passado. Em pleno século XXI, 40 milhões de pessoas no mundo inteiro são vítimas do trabalho escravo. É mais que a população inteira do Canadá.

O relatório da ONU e OIT mostra ainda outro fator que acentua a desigualdade e perversidade no mundo do trabalho. Desse total de 40 milhões que trabalham em regime análogo ao da escravidão, a maioria é formada por mulheres e meninas, mais precisamente, 71%, o que corresponde a 29 milhões de pessoas. Uma a cada quatro vítimas é menor de idade. E nesse aspecto, a agricultura é o setor que mais concentra essa mão de obra.

O PIAUÍ NO MAPA DA ESCRAVIDÃO

O estado do Piauí, assim como o Maranhão, figura como exportador da mão de obra escrava para o restante do país. Em março deste ano, a “Lista da Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo” apontou quatro fazendas piauienses, na zona rural dos municípios de Guadalupe, Barreiras do Piauí, Assunção do Piauí e Cajueiro da Praia.

No Brasil, a Lei Áurea aboliu a escravidão em 1888. No entanto, quase 130 anos depois, adultos e crianças ainda continuam sendo maltratados com o trabalho escravo. Um desrespeito, não apenas à Lei, mas à própria dignidade do ser humano. Uma mancha vergonhosa que precisa ser varrida do nosso mapa.