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Falta de recursos deixa gestão pública engessada

A tímida recuperação econômica que o Brasil vem acompanhando no setor privado ainda não chegou ao setor público. Olhemos aqui para o Piauí. Tanto o Estado quanto o município sofrem com a falta de recursos e enfrentam grandes desafios na administração.

Cada um, a seu modo, está correndo atrás do prejuízo para tentar fechar as contas. O Estado, por meio do Secretário de Administração, Franzé Silva, já adiantou que não vai conceder reajustes aos servidores, e isso inclui os agentes penitenciários, em greve há vários dias.

O Prefeito Firmino Filho foi ontem ao Rio de Janeiro atrás de uma cobrança judicial que cobra créditos financeiros referentes a supostas perdas da instituição com a transferência do controle acionário da Cepisa para a Eletrobrás.

ESCASSEZ DE OBRAS

Com o dinheiro minguado, os gestores estão se limitando, praticamente, a manter os serviços essenciais e pagar a folha de pessoal. As obras estão paradas, não surgem novos programas e a vidinha segue monotonamente.

A população, no entanto, se questiona por que, em meio a tanta carência financeira, os gestores não lembram de diminuir a máquina pública, reduzindo o número de órgãos , secretarias e coordenadorias, algumas completamente desnecessárias, ou cortam os excessivos cargos comissionados .

 

LITERATURA NOS BAIRROS

A boa notícia de hoje vem do Dirceu Arcoverde, bairro da zona sudeste, que é quase uma cidade independente. Começa hoje por lá o 2° Saliceu – Salão do Livro do Dirceu, no Campus Clóvis Moura da Uespi. O evento tem a duração de três dias com bate-papos literários, lançamentos de livros e espaço para as crianças ouvirem estórias.

Uma iniciativa fantástica para levar arte à população, promovendo intercâmbio cultural entre escritores e leitores. Quanto mais gente lendo nos bairros, menos pessoas praticando violência nesses mesmos espaços.