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Obras paradas; economia, idem.

O anúncio do governo do Estado de que vai paralisar as obras em virtude de ter chegado ao limite de despesas é preocupante. Primeiro, porque deixa um estado já pobre, carente de obras, em inércia, estagnando a economia. Quando  maior realizador de obras cruza os braços, as construtoras, lojas de material de construção, operários, e toda a cadeia do setor produtivo sente o impacto negativo.

A crise econômica que abalou o país desde o final de 2014 finalmente começa a ceder. As notícias já são um pouco mais animadoras. Ontem,  o Ministério do Trabalho divulgou que o país entrava no quinto mês seguido de geração de empregos formais. A inflação deve fechar o ano em torno de 3% e a taxa Selic deve ficar perto de 7%. Tudo isso aponta para uma retomada do crescimento. Menos aqui, onde as coisas parecem caminhar em sentido contrário.

MEDIDAS AMARGAS

Se o governo não investe, a economia como um todo fica abalada. Por isso, a declaração do governador Wellington Dias preocupou os piauienses que esperam ver a volta das ações do estado para que o crescimento econômico e social comecem a melhorar.

Mas, como já se  disse, o estado ainda gasta muito com a própria administração e, assim, acaba faltando para as áreas fins. Esta é uma prática, aliás, costumeira em todo o Brasil, e não apenas no Piauí. O que é uma lástima, como diria o saudoso jornalista Deoclécio Dantas.

Ainda mais, se somarmos todos os recursos que já foram tomados de empréstimo pelo estado este ano. A população esperava que esse dinheiro se transformasse em obras e serviços que viessem em socorro à sociedade. Pelo visto, não é isto que está acontecendo.