Cidadeverde.com

Remando contra a maré

Totalmente despropositada a reação dos taxistas ontem, impedindo a circulação de motoristas e passageiros na entrada do aeroporto de Teresina. O motivo do protesto que atrapalhou a vinda de quem chegava e partia foi a colocação de placas publicitárias do aplicativo Uber na área do aeroporto.

A falta de entendimento entre as autoridades locais e a empresa Uber está levando ao acirramento dos ânimos entre a categoria dos taxistas e a dos motoristas da Uber. Em alguns casos, a reação exagerada beirou a violência, causando constrangimento aos passageiros.

É o tipo da luta inócua. A Uber é uma realidade consolidada no Brasil e no mundo e, com a globalização, não seria diferente também aqui. Mas, em vez de haver uma adequação do serviço, há uma forte reação movida contra um atividade amplamente testada e aprovada pela população. Melhor aceitar e regulamentar o serviço de uma vez, do que estimular reações estapafúrdias como as que vêm ocorrendo em Teresina.

Duelo na CCJ

A coisa ficou feia ontem na reunião da Comissão de Constituição e Justiça. Parlamentares da oposição contrários ao projeto de aumento de impostos encaminhado pelo Governador Wellington Dias se exaltaram e quase partiram para o braço com o presidente da CCJ, Deputado Evaldo Gomes( PTC).

Venceu o brado oposicionista, que fez coro à manifestação dos empresários, e a votação da mensagem foi adiada mais uma vez. O setor produtivo alega, com justa razão, que não suporta mais um aumento na carga tributária. Imagine o que pensam os cidadãos que vivem do trabalho assalariado.

Turismo de risco

Estão crucificando o policial militar que atirou no carro onde estava uma turista espanhola, que acabou perdendo a vida. Foi uma ação infeliz, sem dúvida. Mas estranho é que nenhuma voz se levanta contra uma empresa que bota turistas estrangeiros dentro de um carro para “passear” em uma favela, que o Brasil inteiro sabe que está sob violenta guerra de tráfico. Até mesmo a força federal foi chamada para contornar a situação no lugar. As escolas e o comércio da comunidade foram obrigados a fechar as portas por causa do risco. Mas, mesmo assim, empresários do ramo do turismo não hesitaram em vender o “exótico caos urbano carioca” para turistas estrangeiros. É o mesmo que levar cordeiros para a toca de leões famintos.