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O Day after

O arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer ontem, no plenário da Câmara dos Deputados, já era esperado. Afinal, o Planalto montou uma operação de guerra, procurando agradar não só as bancadas, como muitos parlamentares individualmente, com cargas e liberação de emendas. O presidente jogou o jogo político.

No entanto, a cada nova denúncia, Michel Temer sai mais fragilizado. Ontem, a votação a favor dele já foi menor do que na primeira. O PSDB, um dos partidos aliados com direito a assento no ministério, votou dividido, e com leve maioria contrária ao voto do relator, Deputado Bonifácio de Andrade. Foram 23 votos contra e 20 a favor.

A questão é saber qual o capital que restou ao presidente para conduzir  o conjunto de reformas do qual ele tanto se orgulhou em dizer que deixaria como legado do seu governo. Um sonho que vai ficando cada vez mais distante, embora necessário.

Não ao imposto

Hoje, na segunda sessão marcada para votar o projeto de aumento da alíquota do ICMS na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, mais tumultos e protestos no Palácio Petrônio Portela. A oposição, aliada à classe empresarial, está protestando a plenos pulmões para tentar barrar mais um aumento de impostos. Embora sejam minoria na casa, os deputados de oposição estão fazendo barulho. E prometem levar a questão para a justiça, se for preciso.