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CNBB divulga nota sobre profanação dos símbolos religiosos

Depois das polêmicas exposições artísticas apresentadas no Brasil, nas quais símbolos religiosos bastante caros aos cristãos católicos, como o crucifixo e a eucaristia, foram desrespeitados de forma ostensiva, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunida em assembleia na semana passada, resolveu se pronunciar por meio de nota pública.

A CNBB ressalta que a fé e arte sempre andaram juntas. E é verdade. Os templos religiosos mais antigos são verdadeiros museus de arte sacra. O teto da Capela Sistina, no Vaticano, é uma das maiores expressões da arte renascentista de Michelângelo,  visitado até hoje por milhares de turistas, independente da  religião que praticam.

No seu texto, os bispos afirmam que “ Em toda a sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino.”  E prega mais respeito e tolerância com a fé do povo brasileiro, reconhecido por sua religiosidade, presente em diversas manifestações de norte a sul.

“Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente, alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do país”, diz a nota. A  liberdade artística não significa carta branca para profanação barata de símbolos religiosos. Esse tipo de atitude não traz em si qualquer sinal de beleza ou expressão criativa, mas somente o desejo de agredir e contestar o pouco que resta de sentimento sólido construído no coração dos brasileiros. 

Leia a nota na íntegra:

cnbb.net.br