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Desvalorização da Eletrobrás revela a baixa qualidade da empresa

A Eletrobrás Piauí está em situação tão crítica que seu valor de leilão foi estipulado em irrisórios R$ 50 mil. Isso em função das muitas dívidas acumuladas pela empresa ao longo dos anos, o que a impossibilitou de investir, como deveria, na manutenção e melhoria do fornecimento de energia elétrica do estado.

O governo federal pretende leiloar seis distribuidoras da Eletrobrás, inclusive a do Piauí. Juntas, elas acumulam uma dívida de R$ 20,8 bilhões. O poder público se mostrou incompetente para administrar essas concessionárias. Melhor mesmo que sejam privatizadas e administradas com a eficiência que o setor requer para oferecer energia de qualidade, insumo indispensável para o desenvolvimento do estado.

Aqui no Piauí, as oscilações e faltas de energia são constantes. O prejuízo acumulado por donas de casa e empresários é enorme. O único setor beneficiado é o de venda e aluguel de geradores, já que quase todas as empresas são obrigadas a adquirir um destes equipamentos se não quiser ficar no escuro com frequência.

 

Combustíveis explosivos

 

O piauiense foi tomado de assalto, quer dizer, de surpresa, com mais um aumento no preço dos combustíveis. O litro da gasolina está beirando os R$ 4, um valor exorbitante para quem tem que percorrer distâncias cada vez mais longas e com trânsito congestionado, o que faz o veículo consumir mais combustível.

Como se não bastasse, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto do governo do estado para aumentar a alíquota de ICMS que incide sobre os combustíveis. Este aumento deve entrar em vigor a partir de janeiro do ano que vem.

O piauiense, e em particular o teresinense, não dispõe de um serviço de transporte público de qualidade. As queixas dos usuários de ônibus são constantes. Eles reclamam que passam muito tempo nas paradas, completamente desconfortáveis, e ainda andam em veículos superlotados. O que se chama de metrô em Teresina não passa de uma lata velha que cobre um único trajeto.

Para completar, o serviço de integração, com os novos terminais, nunca ficou concluído. Enquanto os passageiros olham para aqueles terminais bonitos, ainda sem uso, continuam no sol quente à espera do ônibus que custa a chegar.