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Ministério pode ser saída honrosa para João Henrique

O ano de 2017 está praticamente chegando ao fim e o presidente Michel Temer tem pressa em aprovar a reforma da Previdência, mais do que uma bandeira de governo, uma necessidade inadiável para sanar as contas públicas. Acontece, porém, que o assunto é indigesto para a população e difícil de ser tratado pelo Congresso, cada vez mais movido a barganha de cargos e verbas.

O Palácio do Planalto já concordou em enxugar a proposta original para não perder a bandeira. Ainda assim sabe que, para conseguir os 308 votos  necessários à aprovação, vai precisar antecipar a reforma ministerial e fazer novas concessões. O Centrão está assanhado com o que pode abocanhar daqui pra frente, principalmente o Ministério das Cidades, que possui um orçamento de R$ 15 bilhões e está à frente de grandes obras na área de habitação, saneamento e transporte público.

Nesta reforma, surge espaço, mais uma vez, para o piauiense João Henrique de Almeida Sousa, cotado para ocupar o posto de articulador político do governo. João Henrique é amigo pessoal de Temer e está, até então, tentando viabilizar sua candidatura ao governo do estado. Como o PMDB estadual não o apóia, e já indicou que vai estar junto com o governador Wellington Dias em 2018, a ida para um Ministério é uma boa desculpa para que o atual presidente do Conselho Nacional do Sesi saia de cena sem a humilhação de ser abandonado pelos próprios correligionários.