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AIDS volta a aumentar entre os jovens

Na próxima sexta-feira, dia 1°, será celebrado o dia mundial de combate à AIDS, uma epidemia que se alastrou de forma devastadora na década de 80 e que, aos poucos, foi arrefecendo, graças às campanhas em massa sobre como evitar a doença.  O Brasil tornou-se modelo com o programa de distribuição do coquetel anti-AIDS, que permitiu que os pacientes infectados com o vírus HIV pudessem levar uma vida praticamente normal.

Tudo ia muito bem até que as pessoas, de uma forma geral, especialmente os mais jovens, acharam que a doença estava sob controle e descuidaram da prevenção, notadamente no que diz respeito ao uso do preservativo. O resultado é que a doença voltou a crescer, preocupando as autoridades que perseguem a meta de extingui-la, em todo o mundo, até o ano de 2030.

No Brasil, segundo dados da ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS –a taxa de incidência é de 19,7% para cada grupo de 100 mil habitantes. O Piauí aparece com uma taxa de 11%. Os estados do sul do país são os que apresentam maiores índices:  36,4% em Santa Catarina; e 40,2% no Rio Grande do Sul. É uma prova de que o descaso com a prevenção está mais associado ao preconceito com relação ao uso do preservativo do que com o nível de riqueza da população .

O relatório da UNAIDS, outra instituição que trabalha nessa área, mostra que, no ano passado, dos novos casos de infecções por HIV em adultos, 35% ocorreram entre jovens de 15 a 24 anos. Essa faixa etária não está levando a sério uma doença gravíssima, apesar dos avanços obtidos no seu tratamento. O uso do preservativo é um cuidado consigo e com o parceiro que não pode ser desprezado nem esquecido, sob qualquer circunstância.