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Escolas em risco

Chegamos ao limite. Ou melhor, já passamos dele. Três casos graves  de violência dentro das escolas públicas em uma única semana. Em todos eles, chama atenção a ousadia e agressividade dos alunos ( em dois deles eram alunas) contra professores e diretores.  

Alguma coisa – ou muita coisa junta – anda errada quando alunos perdem totalmente a noção de respeito que devem ter pelos mestres. A escola é um espaço quase sagrado, templo do conhecimento, da aprendizagem e do saber, que abre portas para um futuro melhor, com oportunidade de trabalho digno e bem remunerado.

Se o lugar onde se deveria estudar e aprender vira um ringue no qual professores são xingados e espancados, o que se pode esperar? Ontem um aluno saca uma faca e a enfia nas costas do professor, hoje é uma menina que derruba a professora  no chão e a fere física e moralmente. Comportamentos como esses destroem todos os valores da escola, lugar que deveria ser de respeito, tolerância e boas maneiras.

O prejuízo é enorme. Muitos professores estão desestimulados com a profissão e alguns já ameaçam abandoná-la. Os demais alunos que vão à escola para estudar também ficam temerosos de ser atacados. Afinal, se os agressores agem dessa forma com a autoridade máxima da escola, que é a diretora, o que não são capazes de fazer com os colegas ao se sentirem minimamente contrariados?

Por tudo isso, não é possível passar a mão na cabeça de alunos que atentam contra os professores. A disciplina é um valor indispensável em qualquer instituição e na escola não é diferente. Dentro dos limites legais, esses jovens precisam ser responsabilizados antes que seus atos virem padrão dentro dos colégios, estimulando outros colegas a fazerem o mesmo sempre que se sentirem insatisfeitos. Escola é lugar de educação, não de agressão.