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Em termos absolutos, o Brasil é o 4° país com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás apenas da Índia, da China e da Nigéria. É uma tragédia proporcional a uma guerra civil, porém silenciosa. O Observatório Nacional de Segurança Viária destaca que no Piauí as estatísticas apontam para uma média de 35 mortes para cada 100 mil habitantes.

Estes dados, por si só, sustentam o projeto aprovado pela Câmara de endurecer a pena para quem mata alguém no trânsito ao dirigir embriagado ou sob efeito de drogas. A pena, hoje estipulada entre dois a quatro anos de reclusão, aumenta para cinco a oito anos.

A violência no trânsito cresce assustadoramente, apesar de todas as campanhas educativas veiculadas. O álcool consumido pelo motorista costuma vir acompanhado do excesso de velocidade, o que costuma ser fatal. Muitas vidas já foram ceifadas por motoristas que dirigem irresponsavelmente e que, quando não matam, deixam sequelas irreversíveis nas vítimas.

Leis mais rígidas, desde que cumpridas, podem ajudar a tornar o trânsito mais responsável e, consequentemente, mais humano, permitindo que as pessoas saiam de casa sem medo de morrer no meio do caminho.