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Analfabetismo aumenta desigualdade social

A pesquisa sobre analfabetismo divulgada ontem pelo IBGE foi um balde de água gelada nas celebrações festivas e calorosas de fim de ano. Infelizmente, nem tudo é festa neste período natalino. Ao debruçarmos os olhos sobre a pesquisa da PNAD , constatamos o quanto ainda estamos atrasados com relação à educação, não obstante as ilhas de excelência existentes que colocam o Piauí em destaque.

Os exemplos de sucesso ainda são pontos isolados. No geral, ocupamos o segundo lugar no país com maior número de analfabetos, com 17,2% de jovens e adultos que não sabem ler ou escrever. É uma triste realidade que condena esses jovens ao atraso e à pobreza e que só aumenta o abismo criado pela desigualdade social existente no Brasil.

A educação é a porta de saída da vulnerabilidade social e da miséria. É por meio do conhecimento que as pessoas podem ascender socialmente e construir um futuro de prosperidade. Mas, se lhes negam esse direito, elas perdem o horizonte e, em alguns casos mais graves, acabam caindo na marginalidade.

Educação deveria ser o compromisso maior de todo governante em todas as esferas de poder. É o que devemos cobrar de nossos representantes. Maior que qualquer outra obra de engenharia, a educação universal e de qualidade é o que realmente constrói: sonhos, vidas, futuro. Feliz educação em 2018!