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Novas despesas impõem cortes na gestão pública

O novo salário mínimo, de R$ 954, que entra em vigor a partir de hoje no Brasil, é mais uma preocupação para os gestores públicos, que precisam manter o já delicado equilíbrio nas contas. Não  que o valor seja alto, pelo contrário, é difícil até imaginar como uma família pode atender a todas as suas necessidades com essa irrisória quantia. O problema  é que as contas governamentais estão sendo fechadas com extrema dificuldade, e não só pelo que é pago aos servidores, mas pelos encargos sociais da folha de pagamento.

O secretário de administração do estado, Franzé Silva, deu uma declaração que demonstra essa preocupação: “Precisamos fazer um balanço permanente dos nossos gastos para saber onde a gente pode fazer contenções”.

Há vários caminhos, secretário! A começar pelo tamanho da máquina. Se o governo está tão empenhado em baixar as despesas, por que criou nove coordenadorias, muitas com atividades já exercidas por outras secretarias? Há hoje uma sobreposição de tarefas no estado. Basta citar o exemplo na área da construção de estradas, talvez o mais emblemático.  E nem adianta dizer que houve apenas um remanejamento de funcionários. Há toda uma estrutura para que cada uma delas funcione, envolvendo água, luz, telefone, internet, aluguel, carros, material de expediente, diárias, e por aí vai.

Da mesma forma, é bom lembrar o número de suplentes de deputados sustentados pelo poder público para acomodar políticos e fortalecer a sonhada reeleição do governador. São catorze deputados não eleitos que estão ocupando uma vaga na Assembleia Legislativa.  Se houver um corte profundo nas despesas com caráter eminentemente para fins políticos, o governo já estará dando um bom passo para chegar ao equilíbrio financeiro.