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Não é hora para corporativismo

A morte de uma criança de nove anos na noite de Natal, por conta de uma abordagem desastrada de policiais militares do 5° Batlhão, virou alvo de disputa entre as polícias civil e militar. Por se tratar de um crime doloso que resultou em morte, o inquérito foi conduzido pela Delegacia de Homicídios, subordinada à Polícia Civil. O comandante da Polícia Militar, Coronel Carlos Augusto, por sua vez, baixou portaria determinando que a investigação ficasse à cargo da própria PM.

A família da garota assassinada recorreu à OAB-PI para pedir a intervenção no caso, a fim de que o inquérito continue sob a responsabilidade da Polícia Civil. E este é o entendimento da OAB, que já solicitou a revogação da portaria do Comando da PM.

Na Delegacia de Homicídios, o inquérito andou rápido e já está praticamente concluído. Com a experiência de quem já apurou inúmeros crimes, o Delegado Bareta  agiu prontamente para desvendar todos os detalhes do rumoroso assassinato. Juntou provas, imagens inequívocas de câmeras de vídeo localizadas na Av. João XXIII, depoimentos de testemunhas, e tudo mais que era necessário para formar uma peça sólida e consistente.

A decisão sobre a responsabilidade pela condução do inquérito será tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado. O mínimo que se espera, depois da perda trágica da vida de uma criança, é que a justiça seja implacável contra os policiais que não só interromperam uma infância e destroçaram uma família, mas também mancharam a imagem da corporação.