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Economia e política estão andando em faixas distintas

Das boas notícias obtidas até agora na área econômica, esta talvez seja a melhor de todas: a inflação que atinge as famílias mais pobres atingiu o nível mais baixo desde o lançamento do plano Real. Enquanto o IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – que alcança famílias com renda de até 40 salários mínimos – ficou em 2,95%, o INPC -  que mede a inflação entre as famílias que ganham até cinco salários mínimos – ficou em 2,07%.

A deflação  de 1,9% do item alimentos foi decisiva para esse resultado, já que no caso dessa faixa salarial pesquisada a alimentação tem peso de 30% no orçamento. Concorreu para isso a boa safra registrada este ano.

E por que diante de resultados econômicos tão positivos o Presidente Michel Temer continua a amargar índices tão baixos de popularidade? Porque no plano político os tropeços não param de se multiplicar. O propalado “ministério dos notáveis”, anunciado por ele assim que tomou posse no Planalto, não passou de um engodo. O que se viu foi uma sucessão de trapalhadas, com nomes carimbados em escândalos, outros transferidos da Esplanada dos Ministérios para a Papuda, e outros tantos sob suspeita. Não bastasse todos eles, o Presidente cai em mais uma armadilha ao aceitar a indicação do PTB para nomear a deputada Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho.

Depois de acertar na economia, é hora de o Presidente começar a cuidar da imagem do seu governo, se não quiser apagar a luz do Planalto, no dia 31 de dezembro deste ano, com um desgaste inversamente proporcional ao crescimento econômico que ele gerou.