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Crimes de farda

Chama atenção o número de crimes ocorridos recentemente envolvendo policiais, seja do Exército ou da PM. O último foi sábado passado, durante uma prévia carnavalesca realizada no centro da cidade. Um cabo do Exército, lotado no 2° BEC, teria efetuado dois disparos com armas de fogo, causando pânico entre os foliões e estragando a festa de quem saiu de casa apenas com o intuito de se divertir.

O Piauí ainda não esqueceu o crime da estudante Camila Abreu, assassinada em outubro do ano passado pelo namorado, um policial militar. Em junho do mesmo ano, foi Yarla Lima Barbosa quem teve a vida subtraída, também pelo namorado, um tenente do Exército.  No dia 25 de dezembro, policias militares assassinaram a menina Emily Caaetano, de nove anos, durante uma abordagem totalmente fora dos padrões, na zona leste de Teresina.

É de se questionar a que tipo de homens o estado brasileiro está entregando armas e confiando a segurança da população. Em vez de proteger a sociedade, estão destruindo famílias, com atos de violência totalmente injustificáveis.

É sempre bom lembrar que não se pode tomar o todo pela parte. Felizmente, não é toda a corporação que age dessa forma. Temos um contingente de homens dedicados, que honram a farda e se dedicam à segurança, muitas vezes arriscando a própria vida. Mas preocupa  o crescente número de casos envolvendo policiais. Estaria a falha na formação e preparação dos jovens que vão portar uma arma? Está havendo o necessário acompanhamento psicológico  desses oficiais? É preciso voltar os olhos para esse problema , a fim de evitar que casos como esses voltem a acontecer.