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Começou a folia de emendas

A  maior folia de fevereiro nem deve acontecer na avenida do samba, mas nos gabinetes palacianos de Brasília. Irredutível no propósito de aprovar a reforma da previdência até o próximo mês, o presidente Michel Temer está disposto a ser  mais generoso na distribuição de verbas para este fim do que o foi durante o período de votação das duas denúncias apresentadas contra ele.

Ele já dispõe de nada menos que R$ 20 bilhões para este obejtivo. Some-se a isso os R$ 10 bilhões que estima economizar com a aprovação da reforma, e aí já são R$ 30 bilhões, uma quantia razoável, capaz de fazer sorrir qualquer parlamentar, ainda mais em ano eleitoral.

O governo conta com a lógica de que, com o fim do financiamento privado para as campanhas eleitorais, qualquer dinheiro público que chegue às bases eleitorais para a realização de obras, com a chancela do parlamentar candidato será muito bem-vindo.

As reformas foram, desde que assumiu a presidência em substituição à presidente Dilma, o carro-chefe do seu mandato. E, entre elas, a da Previdência é a mais importante, segundo sua avaliação. Isso explica por que o presidente está jogando todas as fichas - e moedas- na sua aprovação. A senha foi dada: quem espera contar com recursos federais neste ano, trate de votar a favor da reforma. Caso contrário, as torneiras serão fechadas.