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Quanto custa um ex-presidente

 

Os custos correspondentes à manutenção dos benefícios concedidos aos ex-presidentes da República no Brasil correspondem a mais de R$ 5 milhões por ano. A informação, levantada pelo jornalista Leandro Mazzini, que assina a coluna Esplanada, chama atenção por um motivo: as regalias destinadas aos ex-mandatários do país incluem mesmo aqueles que tiveram o mandato cassado legalmente por força do impeachment, como os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff.

Ora, se eles foram impedidos legalmente de exercer a presidência da República e, por isso, afastado dos seus mandatos, por que teriam direito a receber os benefícios concedidos aos ex-presidentes? Nos dois casos citados acima, ao sofrerem o processo de impeachment, eles deixaram de ser presidentes e, portanto, deveriam perder todos os privilégios e regalias pertinentes ao cargo.

Mas não é o que acontece na vida real. Assim como os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, que concluíram seus mandatos, os dois impedidos têm direito dois veículos oficiais com motorista, quatro seguranças particulares e dois assessores especiais, cujos salários beiram os R$ 12 mil. Isso, sem contar os custos com manutenção e combustível para os veículos.

É uma disparidade que agride o trabalhador brasileiro que cumpre fiel e honestamente o seu trabalho no serviço público, muitas vezes em condições precárias, como acontece com médicos, enfermeiros, professores e agentes penitenciários, só para citar alguns exemplos.Triste país de desigualdades!