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Partidos divididos confundem eleitor

O tabuleiro político formado nesse período de pré-campanha eleitoral no Piauí está tão confuso que fica difícil para o eleitor se posicionar antes de escolher os candidatos nos quais irá votar no dia 7 de outubro.

PP e MDB disputam a cobiçada vaga de vice-governador na chapa de Wellington Dias (PT). O PSDB tem um pré-candidato, Luciano Filho, mas o prefeito Firmino Filho está hoje mais próximo do PP, partido ao qual filiou a própria mulher, e do PT, do que dos próprios tucanos. Só que MDB e PSDB, aliados na eleição passada, estão cada vez mais distantes.

A troca de acusações, ontem, durante a abertura do ano Legislativo Municipal deixou isso bem claro. Como o governador vai conciliar tantos interesses diferentes em um só palanque? O PP vem contribuindo decisivamente para as administrações estadual e municipal com aporte de recursos federais, obtidos graças ao prestígio pessoal do senador Ciro Nogueira. Tem, portanto, a simpatia do governador e do prefeito, que querem caminhar ao seu lado.

Jogando com habilidade, Ciro está hoje na posição mais privilegiada. Seu partido possui um número expressivo de prefeitos, prestígio político em Brasília - que lhe confere acesso aos cofres públicos federais - e a possibilidade de escolher o aliado que lhe oferecer mais vantagens. Com tantos trunfos, ele admitirá ceder a vaga ocupada atualmente pela sua correligionária, Margareth Coelho?

Caso ele perca essa vaga, haverá a chance de se voltar para a candidatura tucana, provocando, aí, um desequilíbrio no, até então, confortável trono do governador Wellington Dias. Mas o governador é um exímio político, acostumado a lidar com esse tipo de embaraço, e deve segurar os partidos em suspense até o dia do registro da chapa. O eleitor continua sem entender quem é aliado e quem é adversário nesse jogo.